Conheça os motores Multijet

By 18:54

Após uma dúvida levantada por um leitor do Saber-Geral, sobre os motores MultiJet, decidi fazer este artigo para esclarecer os leitores sobre este tipo de motor, mais concretamente o motor 1.3 Multijet 16v da FIAT . Um novo motor a diesel absolutamente revolucionário, que estende a um público mais amplo as vantagens oferecidas até agora pelos motores turbo diesel "Common Rail" - em termos de uma melhor relação entre desempenho e consumo e de maior respeito pelo ambiente; um propulsor que destaca a capacidade universalmente reconhecida da FIAT de construir óptimos motores: confiáveis, sólidos, incansáveis.  Ora Veja:

Tamanho

O 1.3 Multijet 16V foi projectado, seguindo os critérios da máxima racionalidade, eficiência e confiabilidade. Qualidades que para o cliente final se traduzem em competitividade de custo, excelência dos desempenhos e durabilidade, sem necessidade de manutenção. Mas em relação ao Fire, o 1.3 Multijet 16V se apresenta como um motor com uma tecnologia refinada, encerrada num monobloco de menos de 50 centímetros de comprimento e 65 de altura. Trata-se, de fato, do menor motor diesel quatro cilindros "Common Rail" presente no mercado. O único capaz de encerrar num cilindro com diâmetro de menos de 70 mm, seis componentes de dimensões "normais", quer dizer, quatro válvulas, um injector e uma vela.

Tecnologia 

A este importante recorde de miniaturização, que permite que seja montado não apenas nos super compactos do segmento B mas também nos city car do segmento A, o novo motor acrescenta outro mérito: o de ser Multijet e pluriválvulas, isto é, um JTD de segunda geração, o mais avançado entre os motores diesel de injecção directa "Common Rail".

Potência 

 Apesar da cilindrada realmente baixa de 1251 cm3, o pequeno Multijet ganha no confronto com todos os "small diesel" dotados de turbina com geometria fixa hoje presentes no mercado, entre os motores a óleo diesel de 800 a 1500 cm3 é realmente o de melhor desempenho específico: 41 kW/l de potência e 144 Nm/l de binário.

Robustez 

Compacto, tecnologicamente sofisticado, capaz de óptimos rendimentos e praticamente "for life" . Basta dizer que o 1.3 Multijet 16V é projectado para uma vida de 250.000 km, em vez dos costumeiros 150.000 - uma longa existência, durante a qual não requer manutenção alguma dos componentes mecânicos (nem mesmo com 80.000 km, a sagrada substituição da correia) e na qual os intervalos para a troca de óleo crescem de 20 a 30.000 km (um óleo, obviamente, de baixa viscosidade portanto "fuel economy" e de respeito ao ambiente: no momento da troca joga-se fora somente o cartucho de papel e não o filtro todo).



Meio ambiente 

 O 1.3 Multijet 16V é também um motor de vocação ecológica, porque já atende os limites de emissão Euro 4 que entrarão em vigor somente em 2006. Além disso, é um dos pouquíssimos motores no mundo que podem obter este resultado sem adoptar um sofisticado dispositivo de pós-tratamento no escapamento, como o colector de partículas. Em resumo, um motor intrinsecamente limpo: o nível de emissão de partículas (responsável pela poeira e poeira fina), por exemplo, é inferior ao estabelecido pela futura norma Euro 4.



Desafio 

 O objectivo era construir um propulsor diesel de dimensões reduzidas, pensado para equipar os compactos Fiat da nova geração. Portanto, um motor leve e pequeno mas, de qualquer maneira, com quatro cilindros para ter um funcionamento silencioso e "redondo". Económico seja na compra como na utilização, mas ao mesmo tempo tecnologicamente sofisticado, para obter - contemporaneamente - baixo consumo, bom desempenho, silêncio e respeito pelo ambiente.

Nascimento 

Para entender como os projectistas fizeram para ganhar essa aposta é preciso imaginar toda a tecnologia contida no recentíssimo motor 1.9 Multijet: do dispositivo "Common Rail" de alta pressão às injecções múltiplas; das 16 válvulas ao intercooler, até às câmaras de combustão com o formato particularmente eficiente. Depois, acrescentar um sistema de aspiração com coletor de plástico e condutos direcionais. Por fim, pensar em reduzir massa e dimensões do motor sem perder nada da sofisticação e qualidade técnica. Assim chega-se ao 1.3 Multijet 16v.

Uma obra-prima de tecnologia em miniatura 

 O resultado é um motor que pesa somente 130kg, mesmo "vestido" com todos os seus acessórios. Ele tem dimensões reduzidas, um "layout" dos componentes estudado para ocupar o mínimo de espaço e garante as mesmas vantagens dos motores maiores porque não foi "diminuído", mas "miniaturizado", conservando toda sua sofisticada tecnologia.

Porque Multijet é melhor que Unijet 

 O sistema Multijet adoptado pelo pequeno 1.3 de 16 válvulas nasce de uma evolução do princípio "Common Rail" aplicado nos motores JTD de primeira geração. O novo motor, de fato, utiliza injectores e um sistema de controle mais sofisticados (a centralina electrónica que os comanda) para efectuar, durante cada ciclo motor, um número maior de injecções em relação às duas actuais. Deste modo a combustão é ainda mais gradual porque se realiza um controle mais preciso das pressões e das temperaturas que acontecem na câmara de explosão e um melhor aproveitamento do ar introduzido nos cilindros.

As vantagens para o cliente 

Para o cliente, toda a tecnologia que se encontra no pequeno 1.3 Multijet 16V se traduz numa redução dos consumos. Em comparação com o actual 1.9 JTD, em igualdade de massa e peso, a redução é de cerca de 10% e a variação das emissões pode ser avaliada, sempre comparando ao mesmo veículo, em 50% a menos. E isto sem levar em conta:
- Maior silêncio (vamos imaginar as explosões no cilindro como um golpe num tambor: os ruídos de três golpes num tambor pequeno são menores que um único golpe num tambor grande);
- Melhor conforto: menores massas alternadas significam menos vibrações;
- A suavidade e o prazer de dirigir devidos à ótima progressão de torque (que por sua vez é garantida pela possibilidade de um melhor controle, a cada momento, da combustão);
- A elasticidade e a rapidez de resposta de um diesel que se assemelha cada vez mais aos motores a gasolina pela mais ampla excursão do número de rotações (por exemplo, não se percebe mais o "corte" de combustível logo acima das 4000 rpm).
- As características ecológicas que este motor melhora ainda mais a principal qualidade do diesel no lado ambiental - o consomem - reduzindo ao mínimo o principal defeito que é a emissão de partículas.

Histórico 

A força da Fiat, durante toda sua longa história, foi sempre baseada em dois elementos: a capacidade de levar inovação no âmbito dos carros compactos, a pesquisa de novas tecnologias e metodologias industriais e de novos processos, que tornassem possível esta operação. Todos os seus modelos de sucesso, realmente, são apreciados por sua praticidade, por sua acessibilidade económica e pela criatividade das soluções, e pela capacidade de se antecipar aos tempos.
Com o pequeno motor 1.3 Multijet 16V, a Fiat retoma com força este papel. O Unijet, em seu tempo, abriu o caminho a uma nova geração de diesel médios e médio-altos. O 1.3 Multijet 16V foi projectado para dar vida à mesma revolução no segmento dos compactos e naquele dos city car.

Multijet: o que muda e porquê 

 Até pouco tempo atrás, a última fronteira no campo do óleo diesel era a os propulsores com tecnologia "Common Rail" unijet, que se chamam assim, mas na realidade não fazem uma, mas duas injeções de óleo diesel na câmara de explosão: uma menor, inicial, e uma principal, maior. Hoje, não é mais assim. Os técnicos da Fiat-GM Powertrain desenvolveram os "Common Rail" de segunda geração, que são multijet, isto é, podem efectuar mais injecções.
O princípio funcional dos dois sistemas é o mesmo. No unijet, a injecção inicial levanta a temperatura e a pressão dentro do cilindro, permitindo assim, no momento da explosão principal, uma melhor combustão. Podendo subdividir a própria injecção principal em muitas injecções menores. A quantidade de óleo diesel queimada dentro do cilindro permanece a mesma, mas obtém-se uma combustão ainda mais gradual e completa, alcançando metas mais avançadas no controle do ruído de combustão, na redução das emissões e no incremento do desempenho.

Os motores "Common Rail" multijet, portanto, se diferenciam dos "common rail" unijet essencialmente por dois componentes: os injectores e a centralina electrónica que os controla. Para poder aumentar o número das injecções, havia necessidade de injectores capazes de reduzir o tempo entre uma injecção e outra, tempo que desce de uma ordem de grandeza: de 1500 a 150 microssegundos. A seguir, era necessário diminuir a quantidade mínima injectada: que passa de cerca de 2 a menos de 1 milímetro cúbico. Era preciso, por fim, ter uma centralina "mais inteligente", capaz de mudar continuamente a lógica de injecção com a variação de três parâmetros: o número das rotações do motor, o binário solicitado naquele momento pelo motorista e a temperatura do líquido de arrefecimento.
Efectivamente, quando o novo motor 1.3 Multijet 16V está funcionando, a centralina adapta continuamente o esquema e o número de injecções (além da quantidade de óleo diesel injectada). Quando a água está a menos de 60° e o binário solicitado é pouco, acontecem duas injecções pequenas e uma grande, muito próximas entre si. Com o crescimento do binário, as injecções tornam-se apenas duas: uma pequena e uma grande. Na condição de alto número de rotações e grande solicitação de binário, a injecção é somente uma. Com a temperatura da água a mais de 60°, as coisas mudam novamente e para reduzir ao mínimo as emissões, o esquema das injecções torna-se uma pequena, uma grande e uma pequena.

O 1.3 Multijet 16V em detalhes 

 O 1.3 Multijet 16V é um propulsor de 4 cilindros em linha de 1.251 cm3, com um diâmetro interno de apenas 69,6 mm e um curso "longo" de 82 mm. As válvulas são quatro por cilindro e são accionadas directamente por um duplo eixo.
A potência máxima é de 51 kw a 4000 rpm (70 cv) e o binário é de 180 Nm a 1750 rpm.
Entre as características construtivas que distinguem o novo propulsor encontram-se a distribuição em cadeia com comando em balancim, os tuchos hidráulicos, a base em ferro fundido com sub-base em alumínio, o cabeçote em alumínio, o eixo motor e as bielas em aço.
Uma particularidade da arquitectura do cabeçote dos cilindros é o desenho dos ductos de aspiração do tipo direccional de alta eficiência que permitem a melhor mistura do combustível apesar do diâmetro reduzido.
Os sistemas de alimentação e de combustão são projectados para trabalhar em pressões muito elevadas que oscilam entre os 1400 bar do óleo diesel no "rail", aos 160 bar dos gases no cilindro.
A superalimentação do 1.3 Multijet 16V é confiada a um turbo compressor com válvula "waste gate" e "intercooler" e logo será disponível também uma versão a geometria variável capaz de desenvolver níveis de potência e binário ainda maiores.

Espero que este artigo lhe ajude a compreender melhor os motores MultiJet.

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1 comentários

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